A rosa de Hiroshima: A rosa radioativa

“A rosa radioativa” (Karoline Tarnowski, 2025)

Olá, profs! Tudo bem?
Esse mês desenvolvi com os estudantes do 1º ano do Ensino Médio uma mostra de curta-metragens intitulada “A instabilidade do átomo: radioatividade, fissão e fusão nucleares“, onde eles produziram vídeos em diferentes temáticas sobre o assunto. Desde aspectos histórico-científicos do desenvolvimento das áreas, até acontecimentos que marcaram o século XX e tecnologias atuais.

Muitos capricharam: Fizeram encenação numa dramatização; criação de jornais e videocasts; edição de vídeos já existentes; apanhados de notícias da época; produção de animações; vídeos narrados e descontraídos com base em memes, dentre outros! Apresentamos no auditório da escola, para proporcionar uma experiência diferenciada da encontrada no ambiente rotineiro da sala de aula. Acho que a proposta foi bem recebida por eles e proveitosa. Valeu a pena.

Como fechamento do assunto, quis trazer para reflexão (e agora para vocês ♥) a arte-colagem que fiz, “A rosa radioativa” baseada no poema de Vinicius de Moraes, “A rosa de Hiroshima” (1946). Os alunos interpretaram a arte, o poema e depois finalizamos ouvindo a canção na voz de Ney Matogrosso (1973). Foi bonito.

A rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

(Vinicius de Moraes)

Achei que valia a pena trazer aqui essa ideia sensível e artística do uso do poema, inclusive com o recurso da arte-colagem. Ela me ocorreu porque há alguns anos li um trabalho que mencionava a possibilidade de uso desse poema em aula. Infelizmente não achei o trabalho, mas você que sugeriu, obrigada. ♥

Me conte, prof, qual sua interpretação da arte, do poema, da música?
O que você achou?

Até breve,
Karoline Tarnowski
karol@quimicaempratica.com

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Crédito das imagens:
Bomba, Hiroshima, Pétalas, Rosa artificial, Criança japonesa, Vinicius de Moraes, Disco Secos & Molhados, Miniatura bomba “Little Boy”, Urânio, Hiroshima (antes) e Hiroshima (após).

9 comentários sobre “A rosa de Hiroshima: A rosa radioativa

  1. Adorei Karol! Que bom que voltou a postar, criar aulas diferentes ainda mais quando estamos tão cansados da rotina diária de sala de aula e tantas outras problemáticas envolvidas só mostra o quanto ainda acreditamos no poder da educação. Parabéns pelo seu empenho e dedicação!

    • Oi, Skarlet! Que bom te ver por aqui. Obrigada pela mensagem! É verdade, nosso trabalho tem tantos desafios e às vezes fica tão pesado e difícil. Mas estamos aqui pra compartilhar, repensar nossa prática, a vida, sentir que não estamos sozinhas na jornada. Acho que essa troca nos ajuda, humaniza e também mostra possibilidades. Ainda acreditamos! Beijos ♥

  2. Minha querida, você sempre muito criativa. Adorei o trabalho! Relacionar arte e ciência sempre foi uma ótima combinação. Agora ainda com a poesia, melhor ainda. Adoro esta música com a interpretação do Ney Matogrosso nos Secos e Molhados. Vinícius era um gênio. Essa temática também é super atual e merece ser discutida. Parabéns pelo trabalho, pelo compromisso com a educação em transformação permanente. Obrigada por compartilhar comigo. Parabenize seus alunos por terem se dedicado! Muitos beijinhos. Você é um orgulho para seus professores! Viva a EDUCAÇÃO!

    • Boa tarde, pessoa linda e maravilhosa do meu coração. Muito lisonjeada pelo seu comentário, pela nossa história, por sua vida. Te amo e admiro muitíssimo. Obrigada por sempre se fazer presente. Viva a arte, viva a educação, viva ao que podemos construir juntos. ♥

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